sábado, 31 de maio de 2014

ANGÚSTIA DA TERRA

Os homens estão bem diferentes
Não têm mais a cordialidade de outrora
Nem a gentileza e o sorriso presentes.
É difícil um cavalheiro, uma dama. . .
Por isso a terra chora angustiada !
Idosos atacados, mulheres roubadas, estupradas,
Casas arrombadas, crianças mortas, povo assustado.

O homem tem a ferocidade de um, tufão
Destrói ônibus, lojas, automóveis,
Aniquila rios, florestas, desertos, sertões. . .
A humanidade não pára mais, pra olhar o céu,
Pra deliciar-se nas noites de lua
Pra deleitar-se com as cores das flores
Seu espírito é indomável e cruel.

A humanidade sofre a desventura
De um tempo de durezas e perversidades
Não podemos parar pra contemplar as cidades
Por causa dos homens, das suas loucuras ! . . .

                                   (Prof. Freitas - Tk, 31/05/2014)


segunda-feira, 26 de maio de 2014

AMOR

Amor é fogo que arde no coração.
Amor do verbo AMAR.
O amor... presente de Deus.
Amor existencial, razão de viver.
Amor de versos e rimas, que as vezes
Te liberta, as vezes te sufoca, as 
Vezes te faz sentir saudades.
Amor que te faz sonhar, que faz viajar
E o coração voar.
Amor é confiança, é conquista, é momentos.
Amor é sentimento sublime e profundo.
Amor é o que suporta a ausência e
Sobrevive a saudade. . .

                    (B. M. Andorinha Solitária)

sábado, 17 de maio de 2014

SONHO PERDIDO

Sonho perdido. . .
Você na lembrança
Lágrimas nos olhos
Uma dor no peito
Vontade louca de te abraçar. . .
De sentir tua boca na minha
De sentir tuas mãos em meu corpo
De me sentir amada
Realmente feliz ! . . .
Um grito de angústia
Saudades. . . saudades ! . . .

           Momentos de ternura
           De eternas carícias. . .
           Promessas no olhar
           Mil palavras no silêncio
     
          
           Mistérios a serem desvendados
           Esperança de um dia. . .
           Um dia ser eterno. . .
           Sonhos que a distância não perdoa. . .
           Vidas que o tempo se encarregou de separar!    

              (Do Livro Brados de vidas Prof. Freitas)

sábado, 3 de maio de 2014

MEU DESTINO

Nas palmas de tuas mãos
Leio as linhas da minha vida,
Linhas cruzadas, sinuosas,
Interferindo no teu destino,
Não te procurei, não me procuraste,
Vamos sozinhos  por estradas diferentes.
Indiferentes cruzamos
Passavas com o fardo da vida. . .
Corri ao teu encontro.
Sorri, falamos.
Esse dia foi marcado 
Com a pedra branca
Da cabeça de um peixe.
E, desde então caminhamos
Juntos pela vida. . .

                        (Cora Coralina)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

MINHA TERRA

Oh! Tarauacá querida
Minha terra que beleza
Radiante em sua vida
Com fulgor da natureza.

Traçada numa planície
Que mostra sua singeleza
O seu povo, que meiguice
As garotas, que beleza.

Suas flores, suas fontes
Seus luares exuberantes
Suas frutas abundantes
Isto é hoje e já foi ontem.

Seus campos, sua natureza
Suas paisagens floridas
Oh! Tarauacá querida
Tudo demonstra grandeza
Berço de povo gigante
Vindos de terras distantes.

Seus homens são mais valentes
Que outras terras que conheço
Suas músicas mais eloquentes
Suas riquezas com apreço
Suas fazendas mais ricas
Seu sol brilhante e gigantesco.

                         FREITAS  -  Livro  " O  AMOR, A NATUREZA E O POVO "

homenagem  a  Tarauacá pela passagem dos seus  101 anos.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

SIMÃO CIRENEU

                             Pr. José  Lopes Marques

Homem algum sua cruz quis carregar,
Por isso, forçaram um cireneu,
Onde estavam os dois de Zebedeu,
Para a dor de seu mestre aliviar????

Filipe, André e Bartolomeu
Fugiram espantados do lugar,
Simão, resoluto  em seu negar,
E o Messias sozinho padeceu!

Vencido pela dor, o Nazareno,
Já quase perdendo a sobriedade,
Precisa de auxílio do terreno.

Mas todos em sua crueldade,
Não fazem um gesto tão pequeno
Ao que levou a cruz da humanidade! ! !              

terça-feira, 8 de abril de 2014

PELO TEU MAR

                                                            ( Malu)

Leva-me para o teu mar
Seja ele de águas tranquilas ou turbulentas.
Joga-me o corpo pelas tuas margens
De poças salgadas e violentas.
Quero correr o risco de mergulhar
Neste líquido amor.
Devora-me tudo o que por ti escorre
- Pranto, riacho, cachoeira,
O vermelho sangue das tuas veias.
Lava-me as mãos em tuas lágrimas
Mesmo que elas não sejam doces.
Guarda da minha boca
A brisa de cristal
Que desce do teu olhar.
Leva-me, então, para o teu mar
Em caravelas gigantes
Com imensas velas coloridas. . .
Sopra em mim a tua vida
Contidas nas ondas deste oceano
Tão particular.