quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NOTURNO

Ao final deste dia
Quando a noite tem chegado
Ouço a chuva no telhado
Como a despedir-se  de 
Mais uma semana que 
Não voltará jamais.

Ouço o ribombar do trovão
Ao longe, nas nuvens, na amplidão
Como a acenar com a mão,
Dizendo adeus ao sol,
A dizer adeus aos montes,
Aos pássaros e os horizontes. . .

Saudades profundas enchem
O peito, a mente, o coração. . .
Desejo infinito de te abraçar,
Passear pelas praças, pelos
Jardins, pelas  cachoeiras,
A colher flores para te dar
E sentar-nos  às sombras das
Palmeiras,  das cerejeiras. . .

Saudades dos teus cabelos,
Da tua boca pequena,
Do teu rosto perfumado
Como a rosa de açucena.

                (Prof. Freitas)

                                   TK, 14/09/2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

AO VENTO

É setembro
Abro a janela
Retiro as cortinas
Deixo meu coração
Vagar ao vento
Assim como vai
O aroma das flores
Perfumando a paisagem
Até o quarto do meu amor
Como doce magia
Como um sonho
Como um anjo do infinito
Que acarecia seu rosto
Seu corpo, seus cabelos
Neste último raio de luar.

               (Prof. Freitas)
 


sábado, 14 de setembro de 2013

MEU DEUS É ASSIM

Meu Deus é aquele:
Que tirou seu povo do Egito,
Que abriu o mar vermelho para Israel passar,
Que protegeu seu povo no deserto
Alimentando-os por quarenta anos.

Meu Deus é aquele:
Que fez o sol parar para Josué se vingar dos inimigos,
Que fez Davi matar Golias,
Que fez Sara ter um filho aos oitenta anos,

Meu Deus é aquele:
Que derrubou os muros de Jericó,
Que fez Elias fazer descer fogo do céu,
Que fechou as bocas dos leões para Daniel.

Meu Deus é aquele:
Que protegeu Sadraque da fornalha de fogo,
Que fez Pedro andar sobre as águas,
Que ressuscitou Lázaro depois de quatro dias morto,
Que deixou os céus e veio morrer por mim.

Meu Deus me amou tanto:
Que ressuscitou dos mortos para me salvar,
Que deixou o Evangelho pra me avisar,
Que um dia voltará, para me buscar.

                          TK,  14/09/13

                           (Prof.  Freitas)  

terça-feira, 10 de setembro de 2013

SONOLENTO

Acordo ainda sonolento
Na minha rede branca
A olhar a serra cinzenta
Coberta pela serração da noite
Que agora chega ao fim
Sob os primeiros raios solares
Ao canto do canário preguiçoso
E do colorir das borboletas
Que em silêncio enfeitam os jasmins.
Olho então, a revoada de pássaros
Que passam quebrando o silêncio
Desta manhã de primavera.
Vejo então o rosto de meu amor
Que sorrindo se confunde
Com o nascer daquele sol
Naquele céu azul infinito. . .
E aquela lua cada vez mais branca
Desaparece naquele céu sem fim. . .
Ponho então, minha mão na tua
E teu cheiro, tua ternura
Deixam-me adormecido
Entre sonhos e realidades ! . . .

               (Prof. Freitas)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

PARAÍSO VERDE

Como um campo de imensa grandeza
Parece sereno, visto do avião,
Tudo é infinito; tudo é natureza,
Deus tudo abençoa, com a sua mão.

São milhões de espécies, árvores diferentes,
A flora mais rica de todo universo
Ó minha Amazônia ! Invejas a muita gente,
Te escrevo agora em trovas e versos.

Teu verde é imenso, onde a vista alcança,
De flores, palmeiras, belos matagais,
Eu te amo muito, terra de esperança.
De infinitos rios,  lagos, pantanais.

Flora invejada pelo mundo inteiro,
Solo umedecido de calor intenso,
De minerais diversos, tu és um canteiro,
Árvores gigantescas, de caules imensos.

Tem a seringueira, que o mundo conhece,
E a brisa noturna com cheiro de mata,
Quem mora aqui, a Deus agradece,
E quem te visita te faz serenata.

Amazônia minha, tens o Rio-mar,
Rio Amazonas, o maior do mundo,
Onde a pororoca faz o balançar,
É o espetáculo mais belo e profundo !

           (Este texto é uma homenagem a Amazônia).

Do livro "Brados de Vidas" - Prof. Freitas.

                       (Prof. Freitas)
 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MEMÓRIAS DE CRIANÇA

Incontáveis horas com velhos brinquedos,
Aqui neste lugar, em minha meninice,
Mil recordações e bobos segredos,
Que o tempo levou em minha criancice.

Tudo era simples, meus velhos amigos!
Meu pai, minha mãe, e a velha tapera,
O velho barracão, que tinha dois pisos,
As primeiras letras, onde eu aprendera.

Medos de criança, oh! Velho cemitério !
As  duas irmãs, nós éramos felizes ! . . .
Éramos felizes, hoje eu sei que éramos !

No lugar da casa, resta o matagal,
Meus cabelos brancos, estou quase velho,
E um rio de memórias, fere-me afinal !

                              (Prof. Freitas)

 Este texto me traz muitas saudades do tempo de criança.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A AMIZADE

A amizade verdadeira é um tesouro que o tempo
      não corrói nem aniquila, pois  ela  deve  ser
       fundada em alicerces como a   sinceridade,
        a verdade,  a lealdade  e a    honestidade.
         Uma boa amizade vale mais que o ouro
           ou pedras preciosas.Quem tem uma
             grande  amizade  nunca  se  sente 
              sozinho. Sempre terá com quem
                dividir   alegrias  e   pesares.
                   Anda  com os sábios  e
                     serás  sábio; mas   o
                      companheiro  dos
                   tolos   será    afligido.
                (  Provérbios   13. 20 ).
            Sejamos, pois, seletivos com
         as nossas amizades, porque  elas
     nos irão adicionar ou subtrair sempre
 algo das nossas vidas, quer queiramos ou não.
                          
                                  (Prof. Freitas)