Sei que estás triste, está se vendo,
Pois a felicidade está em outros braços,
E que estás infeliz, estás sofrendo !
A alegria foge e não te deixa traços ! . . .
E querias fugir, estou sabendo,
E viver o teu sonho mais gostoso,
Sair do jugo deste amor horrendo,
Ficar em outros braços bem mais preciosos.
Sei que é penoso, mas tenha esperança,
Que o destino te devolva a sorte,
E que conserves sempre na lembrança
As carícias deste amor mais forte !
(Prof. Freitas)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
SONETO DO AMIGO
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contém o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica.
(Poema de Vinícius de Moraes)
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contém o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica.
(Poema de Vinícius de Moraes)
sábado, 29 de novembro de 2014
CONSELHO ÍNTIMO
Pobre coração por que triste choras?
Não vês que a vida segue a passarela?
Olha outros braços, por que te demoras?
Ver que não compensa morreres por ela!
Pobre coração, toma mais cuidado,
A esperança brilha, despreza essa amante,
Pensa mais em ti, olha teu estado !
Ela não merece teu sofrer constante.
Pobre coração te levanta agora,
São cinzas passadas, joga tudo ao vento,
O dia já brilha, raia nova aurora,
Ela não merece o teu sofrimento.
(Francisco Freitas - O AMOR, A NATUREZA E O POVO)
Não vês que a vida segue a passarela?
Olha outros braços, por que te demoras?
Ver que não compensa morreres por ela!
Pobre coração, toma mais cuidado,
A esperança brilha, despreza essa amante,
Pensa mais em ti, olha teu estado !
Ela não merece teu sofrer constante.
Pobre coração te levanta agora,
São cinzas passadas, joga tudo ao vento,
O dia já brilha, raia nova aurora,
Ela não merece o teu sofrimento.
(Francisco Freitas - O AMOR, A NATUREZA E O POVO)
sábado, 22 de novembro de 2014
ESPERA INÚTIL
A noite calma, eu estava a te esperar
Aqui no quarto a olhar o teu retrato
Já muito tarde, era alta madrugada
A brisa fina e o sereno na calçada.
Um vento calmo vi surgir na minha rua
O coração acelerado de saudade
Àquela sombra que surgiu à luz da lua
Trouxe alegria ao negrume da cidade.
Mas de repente àquela sombra vai embora
Como as ondas carregadas pelo mar
Vi meus sonhos irem ao léo áquela hora.
O teu lençol, o teu perfume a exalar,
Fez-me lembrar o nosso amor, a nossa história
Como um sonho de quem acabou de acordar,
(Freitas - Tarauacá - Ac)
Aqui no quarto a olhar o teu retrato
Já muito tarde, era alta madrugada
A brisa fina e o sereno na calçada.
Um vento calmo vi surgir na minha rua
O coração acelerado de saudade
Àquela sombra que surgiu à luz da lua
Trouxe alegria ao negrume da cidade.
Mas de repente àquela sombra vai embora
Como as ondas carregadas pelo mar
Vi meus sonhos irem ao léo áquela hora.
O teu lençol, o teu perfume a exalar,
Fez-me lembrar o nosso amor, a nossa história
Como um sonho de quem acabou de acordar,
(Freitas - Tarauacá - Ac)
sábado, 1 de novembro de 2014
TERNURA
Esta alegria imensa de querer
Sem anseios febris e sem paixão. . .
Este beijo que toca sem saber
A alma, o pensamento, o coração . . .
Este enlevo que afaga sem prender,
Este olhar que é carícia e é emoção. . .
Esta felicidade de entender
No silêncio qualquer agitação. . .
Isto que ninguém sabe se é amor
Porque não queima a carne de desejos;
Porque não traz loucuras e amargor. . .
É o que levo sorrindo nos meus beijos;
É o que me faz chorar e é ventura;
É o que oferecem minhas mãos. . .Ternura !
( Vera da Costa Viana )
Sem anseios febris e sem paixão. . .
Este beijo que toca sem saber
A alma, o pensamento, o coração . . .
Este enlevo que afaga sem prender,
Este olhar que é carícia e é emoção. . .
Esta felicidade de entender
No silêncio qualquer agitação. . .
Isto que ninguém sabe se é amor
Porque não queima a carne de desejos;
Porque não traz loucuras e amargor. . .
É o que levo sorrindo nos meus beijos;
É o que me faz chorar e é ventura;
É o que oferecem minhas mãos. . .Ternura !
( Vera da Costa Viana )
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
PENSAMENTOS
É noite, minha alma medita,
Olha a via láctea
Longe no infinito
O sono vai embora
Sinto uma saudade
Aqui nesta hora.
Ruídos da noite
Chuva silenciosa
A saudade é um açoite
Que magoa o peito,
Ouço o gemido do rio,
Correndo no leito.
Um relance. . . olho!
Oh! Que escuridão. . . !
Não há luz à bordo
Mas que sopra o vento
E um mundo de lembranças
São meus pensamentos !
(Prof. Freitas - Livro Brados de Vidas}
Olha a via láctea
Longe no infinito
O sono vai embora
Sinto uma saudade
Aqui nesta hora.
Ruídos da noite
Chuva silenciosa
A saudade é um açoite
Que magoa o peito,
Ouço o gemido do rio,
Correndo no leito.
Um relance. . . olho!
Oh! Que escuridão. . . !
Não há luz à bordo
Mas que sopra o vento
E um mundo de lembranças
São meus pensamentos !
(Prof. Freitas - Livro Brados de Vidas}
sábado, 4 de outubro de 2014
UM AMOR QUE MARCOU ( fragmentos)
Há dias que relembro com alegria
Momentos de amor-perfeito
A tua voz doce é bela sinfonia,
Que acalentava o meu peito.
Há dias que o sol é intenso
Como o calor do teu abraço.
Teu corpo um mar imenso,
Que eu navegava em cada traço.
Há dias que eu percorro a rua,
Sonho acordado com o teu amor.
Sinto-me deslizando na pele nua
Qual abelha que busca o mel na flor.
(Ronaldo Balbacch)
Momentos de amor-perfeito
A tua voz doce é bela sinfonia,
Que acalentava o meu peito.
Há dias que o sol é intenso
Como o calor do teu abraço.
Teu corpo um mar imenso,
Que eu navegava em cada traço.
Há dias que eu percorro a rua,
Sonho acordado com o teu amor.
Sinto-me deslizando na pele nua
Qual abelha que busca o mel na flor.
(Ronaldo Balbacch)
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